terça-feira, 25 de setembro de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Economia, Política e Religião: 15 de Agosto – temos o que comemorar?
Economia, Política e Religião: 15 de Agosto – temos o que comemorar?: Como estou em plena campanha e sem tempo para fazer uma das coisas que mais gosto, escrever, resolvi, para não deixar passar batido esta i...
domingo, 29 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Esses índios aí
Pra que serve o índio? Índio não colabora com o PIB, não contribui com a ciência, não dourará nosso quadro de medalhas nas Olimpíadas e ainda é dono de Bélgicas e Bélgicas de terra improdutiva! Esses folgados deviam era tomar vergonha na cara, botar uma roupa, arrumar um emprego, mudar pra um apartamento de 25 metros quadrados e passar duas horas no trânsito, todo dia, como qualquer ser humano normal, é ou não é?!
Tirando a ironia do apartamento e do trânsito, o discurso acima não é muito diferente do que eu ouvi tantas vezes, na época em que cursava ciências sociais e explicava a algum curioso do que tratava a antropologia.
Lembrei-me dessas pérolas na semana passada, ao ler aqui na Folha a notícia de que uma portaria da Advocacia-Geral da União prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes. A ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas. Genial.
Uma vez perguntaram a um antropólogo "por que os índios precisam de reserva?". Resposta: "porque eles existem". Simples assim. Por existirem, viverem da caça, da pesca, da colheita, de pequenas produções de subsistência -e, diga-se de passagem, por estarem aqui há pelo menos 5.000 anos-, devem ter as partes que lhes cabem entre nossos latifúndios.
Que baita desperdício! -dirá a turma do primeiro parágrafo. Debaixo das terras onde esses pelados estão a comer pitangas há minérios valiosíssimos! Minérios essenciais para a fabricação de celulares, por exemplo. Enquanto eles estão lá, rezando pro grande Deus da mandioca, poderíamos estar diminuindo em 0,001 centavo o preço dos smartphones, permitindo a mais gente tirar fotos de seus cachorros para pôr no Facebook, possibilitando que mais gente desse "like" nas fotos dos cachorros de mais gente, contribuindo, assim, para a grande marcha da civilização -mas esses índios...
Não, não direi que o índio é bom e a gente é ruim, caro leitor, nem acho que um caiapó viva necessariamente melhor do que o morador da Caiowá. Sou feliz com os antibióticos, as séries da HBO, as cervejas artesanais e outras conquistas da civilização. E é justamente a herança iluminista desta civilização à qual pertenço que me obriga a concordar que, se não há uma finalidade última para a existência, tanto faz gastarmos o tempo que nos foi dado vestidos e postando fotos de cachorros no FB ou pelados e cantando para a mandioca. Mais ainda: é essa mesma tradição, cujas grandes criações tanto admiro -de Hamlet ao microchip-, que me faz lamentar o tesouro que desperdiçamos ao menosprezar os quase 240 povos indígenas brasileiros, com suas mais de 800 mil pessoas falando cerca de 180 línguas. Quantas Ilíadas e Gênesis, Medeias e Gilgameshs, quantos belos poemas, cosmogonias e epopeias deixam de fazer parte do rio de nossa cultura por preconceito e ignorância?
Garantir a terra e a sobrevivência desses índios é aumentar a riqueza da experiência humana. A deles e a nossa. E, mesmo que não fosse, mesmo que "esses índios aí" não pudessem trazer nada de bom para nós, ainda mereceriam as reservas. Porque eles existem. Simples assim.
antonioprata.folha@uol.com.br
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Artigo: Os índios do Século XXI
Por José Ribamar Bessa Freire*"Índio quer tecnologia" - berra O Globo, em chamada de primeira página (25/05). Lá está a foto de um guerreiro Kamayurá, que usa um iPhone para fotografar o terreno da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde será construída a aldeia Kari-Oca que vai sediar eventos paralelos da Conferência Rio+20. Ele viajou de barco e de ônibus, durante três dias, com mais vinte índios do Alto Xingu, de quatro nações diferentes. Chegaram na última quinta-feira, para construir a aldeia Kari-Oca.Na aldeia que eles vão construir formada por cinco ocas - uma delas será uma oca eletrônica hight-tech - mais de 400 índios que vivem no Brasil discutirão com índios dos Estados Unidos, Bolívia, Peru, Canadá, Nicarágua e representantes de outros países temas como Código Florestal, demarcação de terras, reservas minerais, crédito de carbono, clima, usinas hidrelétricas, saberes tradicionais, direitos culturais e linguísticos. No final, produzirão um documento que será entregue à ONU no dia 17 de junho.Embora a notícia contenha informações jornalísticas, O Globo insiste em folclorizar a figura do índio. Em pleno século XXI, o jornal estranha que índios usem iPhone, como se isso fosse algo inusitado. Desta forma, congela as culturas indígenas e reforça o preconceito que enfiaram na cabeça da maioria dos brasileiros de que essas culturas não podem mudar e, se mudam, deixam de ser "autênticas".A imagem do índio "autêntico" reforçada pela escola e pela mídia é a do índio nu ou de tanga, no meio da floresta, de arco e flecha, tal como foi visto por Pedro Álvares Cabral e descrito por Pero Vaz de Caminha, em 1.500. Essa imagem ficou congelada por mais de cinco séculos. Qualquer mudança nela provoca estranhamento.Quando o índio não se enquadra nesta representação que dele se faz, surge logo reação como a esboçada pela pecuarista Kátia Abreu, senadora pelo Tocantins (PSD, ex-DEM): "Não são mais índios". Ela, que batizou seus três filhos com os nomes de Irajá, Iratã e Iana, acha que o "índio de verdade" é o "índio de papel", da carta do Caminha, que viveu no passado, e não o "índio de carne e osso" que convive conosco, que está hoje no meio de nós.Na realidade, trata-se de uma manobra interesseira. Destitui-se o índio de sua identidade com o objetivo de liberar as terras indígenas para o agronegócio. Já que a Constituição de 1988 garante aos índios o usufruto de suas terras - que são consideradas juridicamente propriedades da União- a forma de se apoderar delas é justamente negando-se a identidade indígena aos que hoje as ocupam. Se são ex-índios, entã, não têm direito à terra.Criou-se, através dessa manobra, uma nova categoria até então desconhecida pela etnologia: a dos "ex-índios". Uma categoria tão absurda como se os índios tivessem congelado a imagem do português do século XVI, e considerassem o escritor José Saramago ou o jogador Cristiano Ronaldo como "ex-portugueses", porque eles não se vestem da mesma forma que Cabral, não falam e nem escrevem como Caminha.O cotidiano de qualquer cidadão no planeta está marcado por elementos tecnológicos emprestados de outras culturas. A calça jeans ou o paletó e gravata que vestimos não foram inventados por brasileiro. A mesa e a cadeira na qual sentamos são móveis projetados na Mesopotâmia, no século VII a. C., daí passaram pelo Mediterrâneo onde sofreram modificações antes de chegarem a Portugal, que os trouxe para o Brasil.A máquina fotográfica, a impressora, o computador, o telefone, a televisão, a energia elétrica, a água encanada, a construção de prédios com cimento e tijolo, toda a parafernália que faz parte do cotidiano de um jornal brasileiro como O Globo - nada disso tem suas raízes em solo brasileiro. No entanto, a identidade brasileira não é negada por causa disso. Assim, não se concede às culturas indígenas aquilo que se reivindica para si próprio: o direito de transitar por outras culturas e trocar com elas.Foi o escritor mexicano Octávio Paz que escreveu com muita propriedade que "as civilizações não são fortalezas, mas encruzilhadas". Ninguém vive isolado, fechado entre muros. Historicamente, os povos em contato se influenciam mutuamente no campo da arte, da técnica, da ciência, da língua. Tudo aquilo que alguém produz de belo e de inteligente em uma cultura merece ser usufruído em qualquer parte do planeta.Setores da mídia ainda acham que "índio quer apito". Daí o assombro do Globo, com o uso do iPhone pelos Kamayurá, equivalente ao dos americanos e japoneses se anunciassem como algo inusitado o uso que fazemos do computador ou da televisão: "Brasileiro quer tecnologia".O jornal carioca, de circulação nacional, perdeu uma oportunidade singular de entrevistar integrantes do grupo do Alto Xingu, como Araku Aweti, 52 anos, ou Paulo Alrria Kamayurá, 42 anos, sobre as técnicas de construção das ocas. Eles são verdadeiros arquitetos e poderiam demonstrar que "índio tem tecnologia". O antropólogo Darell Posey, que trabalhou com os Kayapó, escreveu:"Se o conhecimento do índio for levado a sério pela ciência moderna e incorporado aos programas de pesquisa e desenvolvimento, os índios serão valorizados pelo que são: povos engenhosos, inteligentes e práticos, que sobreviveram com sucesso por milhares de anos na Amazônia. Essa posição cria uma ‘ponte ideológica’ entre culturas, que poderia permitir a participação dos povos indígenas, com o respeito e a estima que merecem, na construção de um Brasil moderno”.Esses são os índios do século XXI. A mídia olha para eles, mas parece que não os vê.Fonte: Diário do Amazonas* José Ribamar Bessa Freire é professor-coordenador o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UniRio)Opiniões e conceitos emitidos em artigos assinados não expressam necessariamente a posição institucional do Conselho. A veiculação tem o objetivo de estimular o debate sobre temas de interesse do Consea, respeitando as linhas de pensamento e o pluralismo de ideias.
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terça-feira, 5 de junho de 2012
QUANDO O SILÊNCIO É A MELHOR ALTERNATIVA"
Não
vi a comentada entrevista da tal xuxa no Fantástico deste domingo, dia
20/05. Mas não pude ignorá-la por muito tempo, pois a primeira notícia
que recebi nesta manhã, logo cedo, foi: "- Cê viu que a xuxa foi abusada
na infância?"
Fora o
surrealismo da revelação, ocorreu-me que aquela, certamente, não era a
notícia que desejava ouvir logo no início da semana. Afinal, como uma
mulher de 50 anos, aparentemente esclarecida, só agora, passado todo
esse tempo, resolve falar sobre algo tão grave? E por que me irritou
tanto esta informação? Parei para refletir sobre o motivo deste
sentimento e, confesso, não foi difícil descobrir.
Esta
senhora, lá pelos seus primórdios, vivia no mesmo condomínio do meu
irmão, no Grajaú, Rio de Janeiro. Lembro-me das minhas sobrinhas,
ensandecidas, indo buscar as grotescas sandalinhas cheias de brilhos no
apartamento dela, na esperança de encontrar o Pelé que, vira e mexe,
dava as caras por lá.
Desde
os seus 20 e poucos anos de idade, ela comanda programas infantis cuja
tônica é erotizar precocemente as crianças, transformando meninas em
arremedos de mulheres sem se preocupar com sua vulgarização.
Os
programas que comandou sempre tiveram como mote atropelar o
desenvolvimento infantil em sua exuberância repleta de etapas
simbólicas. Pasteurizou os encantos desta fase empenhando-se em exaltar a
diferença entre possuir e não possuir os produtos que anunciava ou que
levavam sua grife tais como sandálias, roupas, maiôs, lingeries, xampus,
bonecas, chicletes, cosméticos, álbum de figurinhas, cadernos, agendas,
computadores, sopas, iogurtes, etc., num universo insano onde ela,
eternamente fantasiada de insinuante ninfeta, faz biquinho e comanda a
miúda plebe ignara.
Cientes estamos todos de que esta senhora, durante muitos e muitos anos,
defendeu zelosamente seu polpudo patrimônio utilizando-se da fachada de
menina meio abobada que sequer sabia quantos milhões possuía. Costumava
dizer que era a sua empresária que administrava suas posses cujo
montante alegava, candidamente, desconhecer. Pobre menina rica. E burra,
com certeza. Como se fosse possível alguém tão tapada tornar-se tão
rica.
Talvez para esconder a consciência que tinha acerca do quanto ajudou a
devastar a inocência de tantas gerações de meninas que lhe devotavam a
mais pura idolatria, posou de inocente útil usando a mesma máscara que
agora reedita para falar, emocionada, do seu mais novo pretenso
drama/marketing.
Esqueceu-se que sua audiência, formada, na sua massacrante maioria, por
meninas, passou a ser considerada como alvo da desumana propaganda
colocando-as como mero veículo de consumo.
Esqueceu-se, convenientemente, de comentar que milhares de garotas pelo
Brasil afora foram abusadas sexualmente ao mesmo tempo em que eram, por
ela, adestradas a vestirem-se e comportarem-se como verdadeiras lolitas.
Esqueceu-se de que ensinou atitudes claramente ambivalentes para
crianças que não faziam a mais pálida ideia do que podiam mobilizar em
mentes doentias.
Esqueceu-se de que a erotização tem sido ligada a três dos maiores
problemas de saúde mental de adolescentes e mulheres adultas: desordens
alimentares, baixa autoestima e depressão.
Esqueceu-se também que as crianças, diariamente bombardeadas com imagens
de paquitas como modelos de uma beleza simplesmente inalcançável
enquanto corpos reais, torturavam-se perseguindo um modo de serem belas,
perfeitas, saudáveis e eternas.
Estimulando a sexualidade de forma tão precoce, essas meninas perderam
grande e preciosa fase do seu desenvolvimento natural. E reduzir o
período da inocência, certamente, acarretou-lhes desdobramentos
nefastos.
Daí
para ideia, cada vez mais presente, da infância como objeto a ser
apreciado, desejado, exaltado, numa espécie de pedofilização
generalizada na sociedade foi, apenas, um pequeno passo.
Num país onde as mães deixam suas crias, por absoluta falta de opção,
frente à tevê sem qualquer tipo de controle e sem condições para
discutir o conteúdo apresentado, encontrou esta senhora terreno mais que
propício para disseminar sua perversa e desmedida ganância por
audiência e dinheiro.
Fosse
ela uma pessoa minimamente preocupada com a direção que a sexualidade
exacerbada e fora de contexto toma, neste país onde mulheres são
cotidianamente massacradas, teria falado sobre este suposto drama muito
tempo atrás. Teria tido muito mais cuidado com os exemplos de exposição
que passava. Teria norteado seu trabalho dentro de parâmetros muito mais
educativos e, desta forma, contribuído para que milhares de meninas
fossem verdadeiramente cuidadas e respeitadas.
Ou teria simplesmente virado as costas e ido embora.
Logo,
frente ao seu histórico, não tem mesmo nenhuma autoridade para
sustentar qualquer atitude fundamentada em belos e necessários méritos.
Porque são de grandes valores, bons princípios e atitude exemplares que nossa sociedade necessita de maneira URGENTE.
Portanto, CALE-SE, XUXA!
Heloisa Lima
Psicóloga Clínica - Maio de 2012.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
O Estranho Curioso: Os Sumérios
O Estranho Curioso: Os Sumérios: A Suméria é a civilização mais antiga que se tem registro, estima-se que eles viveram a mais de 3.500 anos antes de Cristo. Muitos chegam a ...
quinta-feira, 17 de maio de 2012
(Des)Construindo: Lugar: o espaço enquanto ponto de fuga à oficiosa ...
(Des)Construindo: Lugar: o espaço enquanto ponto de fuga à oficiosa ...: Há algumas semanas estive em um curso oferecido pelo Governo do Estado cuja finalidade era a de incitar a sinergia do servidor público em ...
domingo, 13 de maio de 2012
AS ÍNDIAS, NOSSAS MÃES
A simples proximidade do branco portando suas doenças imanentes e crônicas (a sarna, a coriza, o macuco, a furunculose, a gripe, a enxaqueca, a tuberculose) contagiava o selvícola– e o que no branco às vezes não passava de um incômodo, ao índio era uma sentença de morte. E desde logo ele percebeu que não podia respirar o mesmo ar do adventício permanentemente infectado. A contaminação dizimadora começou assim, involuntariamente, mas depois, interessando ao branco a ausência do incompatível irmão no raio de suas ações, as doenças passaram a ser aviadas como receitas biológicas através principalmente dos vírus da varíola e do sarampo. Estas e outras doenças eram então repassadas pelos colonizadores através de roupas e objetos pelas pessoas portadoras dos males, repassadas como presentes de grego aos incautos.
Aí a "coisa" pegava: um índio contaminado transmitia a doença a toda tribo. Foi um dos maiores genocídios da história da humanidade: de uma população estimada de seis milhões em 1500, hoje sobrevivem apenas cerca de trezentas mil - e sabemos que a tendência demográfica é, desde sempre, aumentar muito e nunca diminuir tanto. O milho a mandioca a batata o guaraná o conhecimento da flora e da fauna, as técnicas de subsistência agrícolas e artesanais, a culinária baseada nos bens de raiz da terra, a medicina rústica, a rede de dormir, as danças e folguedos, as artes marciais, a identificação telúrica, a não acumulação dos bens de capital: seria o Brasil uma nação principalmente indígena? Seriam os índios superiormente civilizados antes de pisarem o torrão novomundista então asselvajado?
Berta G. Ribeiro, (no livro "O Índio na Cultura Brasileira"), estudiosa da aplicação cultural indígena, cita outros estudiosos propensos a avalizarem essa possibilidade do milenar transplante de plagas asiáticas em remotas épocas da imemorial (?) civilização humana. O corpo desnudo, os pés descalços a pisar a rodilha de cobra e nos estrepes e espinhosos ganchos de forca no matareu, as unhas de gato, as folhas repelentes, as moscas os insetos, as sanguessugas, a pele tenra cobrindo o sangue quente, a carne os nervos, as vísceras os pelos, os poros, as cicatrizes dos ramos e vergões do sol-e-chuva na ventania, na geada, qualquer momento feliz, no entanto era mais longo.
A nudez apetecia?, descrentava? a água do rio sim era uma cachoeira a penicar na libido muito mais do que na rede, muito mais do que na grama, a cópula era uma das refeições da alma, horas depois o corpo agradecia no sono espichado, a deus-dará no amalucado sonho do que será-será do bem e do melhor momentaneamente palatável. Escapando aqui e ali do fragor atmosférico, da avalanche das águas, dos mundéus e alçapões da própria vegetação, dos répteis peçonhentos e dos animais ferozes, eles folgavam nos crepúsculos das manhãs e das tardes e nas noites enluaradas e dias ensolarados das savanas, montanhas, florestas, clareiras, fontes, cachoeiras e cursos de água limpa e doce: o solo permeável e sempre recoberto o cultivo itinerante: a recaptura dos nutrientes a interromper a propagação de pragas, a manter a pluviosidade e a insolação como fertilizantes aéreos.
A domesticação das plantas é a maior e a melhor herança cultural deles. Só para se ter uma idéia aí vai a menção das mais conhecidas: abiu, mapati, sapota, pupunha, abacaxi, cipó-babão, milho, feijão, mandioca, batata, cará, inhame, mangará, ária, amendoim, fava, banana, taioba, pimenta, mamão, abacate, maracujá, biriba, cacau, goiaba, graviola, toá, muari, ingá, miriti, pequi, jatobá, tabaco, urucum, algodão, cabaça, abóbora, junco, coca, basbato, paricá, maracujá, melão, açaí, pacoba, araçá, gabiroba, bacopari, mamacadela, jabuticaba, cagaiteira, pitanga, ameixa, uva, cravo, canela, cravina, beterraba, espinafre, alface, couve, cardo, nabo, rabão, boldo, mostarda, cebola, melancia, castanha, jaca, centeio, trigo, hortelã, poejo, alfavaca, seguelha, guandu, cana, fistula, baba-de-boi, lentilha, ervilha, alho, quiabo, lúpulo, tamareia, romeira, marmelo, laranja, jiló, lima, limão, mexerica, sândalo, berinjela, incenso, coentro, cenoura, funcho, amor-deixado, salsa, cebolinha, tomate, lobeira, arroz, algodão, caroá, erva-mate, pinhão, babaçu ou pindoba, butarrei, erva-cidreira, sassafrás, piteira, manga, cereja, algodãozinho, murici, amburana, cana de açúcar, chapéu-de-couro, coité, mogango, japecanga, ananás, cidra, losna, catuaba, moranga, jambo, articum, negramina, paineira, figo, pêssego, bilosca, cariru, repolho, orapronóbis, samambaia, gravatá, mamona, jurubeba, mentrasto, bambu, cipós de são João e de timbó, embiras couve funcho: plantas e mais plantas cultivadas nas apropriadas das matas e campos e cultivadas nas apropriadas cercanias domésticas e usadas dias e noite na alimentação, na construção de moradias, nos meios de transporte, nos utensílios domésticos e de trabalho, nos corantes e na ornamentação, nos venenos e remédios, nos usos mágicos e lúdicos.
O botânico Paulo Cavalcante e Protásio Fritkal coletaram com os índios Tiriyó 436 espécies de plantas em geral, das quais 328 possuem valor medicinal nas folhas, nos sumos, nas hastes, nas raízes, nas talas, nas frutas, nas cascas, na madeira, nas flores e nas frutas; e em 41 delas em tudo delas. A protocélula brasileira se plasmou e espraiou (a escritora Berta é quem diz) antes da chegada do negro africano em 1538. O elemento onipresente da civilização brasileira, a chamada cultura caipira, realizou-se através do cruzamento do português com a índia – e só depois da chegada do negro é que a miscigenação ampliou com o surgimento do mulato e do cafuso.
A vida em comum dos índios em suas aldeias era tranqüila e até um tanto feliz (quem sabe?) no regime de liberdade recíproca de ninguém esconder nada, pois não havia o tal de furto, tão danoso e comum entre os seres ditos civilizados. Se um índio jogava pedra no vazio ou gritasse no meio da noite, ninguém se irritava ou recriminava, ninguém deduzia que o gritador estava doido: ele fazia aquilo porque gostava de fazer aquilo. E ninguém se amolava nem se ofendia.
Algum argumento racional para justificar a propalada insubmissão do índio? Ao contrário da beatitude cristã (diz Berta), que prega "a humildade e o conformismo, as crenças e os heróis míticos do autóctone reforçam a etnicidade, o orgulho tribal, a resistência a todas as formas de opressão étnica e classista". Se todos na comunidade são justos, tudo se mantém na estabilidade perdurável e assim não há lugar para a hierarquia do abuso e da ganância, do desfeito e da desfaçatez, do chicanismo e do arrivismo, do desgastante esforço para conquistar e ostentar as láureas do sucesso, as comendas do status.
AS PERDAS - Dos Idiomas.
O colonialismo cultural foi responsável, juntamente com a extinção física de tantas tribos, pela imposição de apenas um idioma a cerca de quase 700 tribos que falavam seus próprios idiomas (uns filiados ao tronco tupi, outros a outros troncos, outros filiados às famílias lingüísticas isoladas). O processo da substituição começou pela precária adoção do idioma nheegatu em 1616 e depois pela portugalização, até que a hegemonia da língua portuguesa veio prevalecer, isso já no século dezenove. Uma pena tal perda de tantos idiomas. Na verdade, nem sabemos, nem imaginamos o que perdemos de sonoridade, colorido, comunicabilidade e ternura humana não só em termos de linguagem, mas também de convivência.
Em 1839 o viajante Nicol Dreys encanta-se com o guarani, idioma usual das Missões no rio Grande do Sul: para ele língua "sonora, eufônica, extremamente pitoresca".
2 – Das Terras.
A partir da segunda metade do século vinte as tribos remanescentes passaram a sofrer grandes pressões e tormentos em suas terras demarcadas, após a abertura das rodovias Belém-Brasília, Transmazônica, Perimetral-Norte, em seu alvoraçado movimento migratório. A ocupação do território se fez mediante a distribuição de grandes latifúndios e poderosos grupos financeiros nacionais e multinacionais dedicados à agropecuária e à exploração mineradora e madeireira, "uma reserva de domínio de imensas extensões de terras, do tamanho de países europeus, para especulação e para efeito de incentivos e isenções fiscais" (conforme página 166 do livro de Berta, citado). Foi mais ou menos nessa época que disseminou-se mundo afora o humilhante jargão de que o Brasil não é um país sério.
" Índia, teus cabelos nos ombros caindo
negros como a noite que não tem luar
Teus lábios de rosa para mim sorrindo
e a doce meiguice deste teu olhar...(M.Ortiz Guerreiro e J.Assuncion Florez).
Vingança, retaliação, são palavras que não constavam no dicionário da cultura indígena. Mesmo castigados mortalmente pelos colonizadores, os índios deram o Brasil aos portugueses: Tibiriçá salvou a nascente Villa de São Paulo em 1562; Araribóia salvou o Rio de Janeiro, ao assumir o posto de Estácio de Sá, ferido, no comando das forças que expulsaram os franceses. Poti (Henrique Camarão) foi uma espécie de El Cid em Pernambuco, no episódio da expulsão dos holandeses; e Amanaju (é o historiador Diogo de Vasconcelos que afirma) "conquistou o Maranhão e deu a Portugal o império do Amazonas".
Uma pesquisa de geneticistas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) está causando surpresa aos estudiosos da miscigenação brasileira. A quase totalidade dos genes brancos brasileiros de hoje (revela a pesquisa, comentada por Marcelo Leite, editor de ciência da Folha de São Paulo), herdados por via paterna vieram dos portugueses; mas o que foi recebido por linhagem materna, 60% veio de índias e negras: 33% de indígenas e 28% de africanas. Os portugueses que chegaram logo após o “descobrimento” aqui se juntavam com as indígenas, num primeiro momento, e só depois com as escravas negras. Assim a teoria da minimização da herança genética indígena cai por terra, pois se a população atual contém um terço de haplótipos indígenas (mt/DNA), isto quer dizer aproximadamente 50 milhões de linhagens ameríndias, dez vezes mais do que quando a Terra dos Papagaios foi “descoberta”. A conclusão é de Sérgio Pena, chefe da pesquisa intitulada "Retrato Molecular do Brasil": "a presença de 60% de matrilinhagens ameríndias e africanas em brasileiros brancos é inesperadamente alta, e por isso tem grande relevância social". Não está, pois, passando da hora de um nosso tardio e reverente reconhecimento? Depois de tanta vergonha genética que a humanidade tem passado (a classificação das raças em valores negativos e positivos, as intenções frankesteinianas de clonagens e de mapeamento de genomas, meu Deus, a constatação da beleza e da verdade não está justamente na súmula da unidade?) (...) (Lázaro Barreto)
sábado, 12 de maio de 2012
OS DEZ BENEFÍCIOS DA MAÇA
Um velho ditado diz que comer uma maça, por dia, mantém o médico afastado. A concentração de fibras e vitaminas B, C e E faz desta fruta uma importante aliada na prevenção de doenças. Caso não saiba do poder da maçã, conheça dez benefícios que esta fruta pode trazer.
Diabates: A maçã é rica em pectina, uma fibra que ajuda no controle da glicemia. Recomenda-se o consumo de duas maçãs pequenas diariamente, esta quantidade é suficiente para a dose de pectina necessária.
Colesterol: Pesquisadores da Universidade da Flórida constataram que a fibra pectina também auxilia na redução do mau colesterol ao formar uma fibra na parede intestinal impedindo a absorção do colesterol e de outras gorduras. O estudo foi realizado com 160 mulheres entre 45 e 65 anos de idade.
AVC: Frutas com a polpa branca, como maçã e pera, podem reduzir o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Esta é a conclusão de um estudo feito pela Universidade de Wageningen, na Holanda, em que foram acompanhadas 20.069 pessoas, entre as idades de 20 e 65 anos. A pesquisa levou dez anos para ser desenvolvida. Após este período, os pesquisadores viram que as pessoas que mais comiam alimentos de polpa branca de frutas e legumes tinham 52% menos chances de ter um AVC. Apesar de deixarem claro que é preciso ter mais estudos para confirmar as descobertas, os estudiosos afirmam que o consumo de uma maçã por dia, reduz o risco em cerca de 40%.
Problemas respiratórios: A maçã possui antioxidantes que ajudam a melhorar a capacidade respiratória e ainda protegem os pulmões. Uma pesquisa feita pela Universidade de Nottingham, Inglaterra, mostrou que as pessoas que comem cinco maçãs ou mais por semana têm menos problemas respiratórios, incluindo asma. A maçã também possui uma propriedade adstringente que auxilia a garganta e as cordas vocais.
Doenças estomacais: A maçã possui agentes cicatrizantes que ajudam os que sofrem de problemas como azia, gastrite e úlceras, além de auxiliar no funcionamento intestinal. Esta fruta age de forma benéfica na mucosa do sistema digestivo. Quem tem problemas de má cicatrização, equimoses e sangramento das gengivas também pode melhorar este quadro comendo maçã.
Prevenção de cárie dentária: Esta infecção é causada por causa de bactérias e o sumo das maçãs têm propriedades que podem matar até 80% destes germes. Por isso, alguns dentistas recomendam oferecer maçãs para as crianças que comem muitos doces, pois a fruta ajuda a proteger a superfície dos dentes e gengivas.
Cérebro: Devido às vitaminas do complexo B, a fruta também ajuda na prevenção de todo o sistema nervoso. Isso se dá por ela ser uma ótima fonte de nutrientes, sendo rica em vitamina C e ácido fosfórico. Desta forma, a maçã ajuda a evitaar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Câncer e envelhecimento: Por ser rica em taninos e flavonóides, que são fitonutrientes que agem como antioxidantes, adstringentes e antiinflamatórios, a fruta ajuda na prevenção do envelhecimento precoce. Os flavonoides também auxiliam em doenças cardiovasculares. Além disso, a maçã possui componentes que ajudam na prevenção do câncer de cólon, de próstata e de mama.
Saciedade: As maçãs são muito recomendadas aos que querem começar uma dieta. Isso porque a fruta possui fibras que ajudam a dar a sensação de saciedade. A casca, por exemplo, possui fibras insolúveis que não são digeridas e, por isso, ficam no estômago por mais tempo. Ela também tem o poder de reduzir a vontade de comer doces e chocolates.
Vitaminas: Não é possível falar de todos os benefícios da maçã, que são inúmeros. Mas, em resumo, por ela ter vitaminas B1, B2, B3, a fruta auxilia no controle do crescimento, ajuda a evitar problemas de pele, evita a queda de cabelo e ainda regula o organismo.
Márcia Sousa - Redação CicloVivo
BORBOLETAS
Será que a lagarta nasce sabendo que irá voar? E que para isso ela só precisa dela mesma? tudo que ela tem de fazer é parar...esquecer um pouco o que está do lado de fora. E se concentrar nela mesma. Unindo todas as suas células em apenas uma. Só no lado de dentro ela consegue encontrar seu ponto de transformação. E nesse ponto parecemos com as borboletas. Antes de começar ou recomeçar algo, entenda o que está dentro de você.Voe na direção certa para realizar seus objetivos.
Economia, Política e Religião: Para que serve um vereador?
Economia, Política e Religião: Para que serve um vereador?: Compartilho este excelente vídeo que aborda de forma muito didática o papel do vereador na sociedade. Vele a pena assistir!
Economia, Política e Religião: Painel "Lei de Acesso à Informação Pública: a publ...
Economia, Política e Religião: Painel "Lei de Acesso à Informação Pública: a publ...: No dia 16/05/2012, entra em vigor a Lei nº 12.527/11, de 18/11/2011, conhecida como a Lei de Acesso à Informação Pública e considerada u...
sexta-feira, 11 de maio de 2012
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
I- IDENTIFICAÇÃO:
ÁREA DO CONHECIMENTO: SOCIOLOGIA
CARGA HORÁRIA TOTAL: 100 h/a
DOCENTE: CARMÉLIA DO SOCORRO SIQUEIRA CARDOSO
LOCAL: BELÉM-PARÁ
II- EMENTA:
Origem da Sociologia, Sociologia como ciência e métodos de investigação social. Sociedade e Estado: a visão liberal e a visão marxista. Indivíduo e sociedade. Estado e classes sociais no Brasil.
III- JUSTIFICATIVA:
O estudo das Ciências Sociais tem como objetivo mais geral introduzir o discente nas principais questões conceituais e metodológicas das disciplinas de Sociologia Antropologia e Política. O ponto de partida dessas ciências foi à reflexão sobre as mudanças nas condições sociais, econômicas e políticas advindas desde os séculos XVIII e XIX. Esse contexto de transformação repercutiu, significativamente, no processo de construção das grandes questões que foram tratadas pela Sociologia, pela Antropologia e pela Política, que se desenvolveram no século XIX, tentando impor seu discurso científico.
IV- OBJETIVOS:
Geral:
Proporcionar que o discente construa uma visão da formação histórica do estudo cientifico de sociedade e do modo de conhecimento que precederam e debater temas perenes e atuais em política, economia, meio ambiente e demais campos relacionados a esta área do conhecimento.
Específico:
Possibilitar aos discentes, através da instrumentalização teórica, a compreensão reflexiva da sociedade na sua atuação e dinâmica.
Desenvolver o hábito da discussão como elemento essencial à aquisição da postura crítica em relação aos problemas sociais.
Discutir, em nível introdutório, a produção do conhecimento sociológico, considerando os fundamentos histórico-sociais e a especificidade e complexidade do estudo científico dos fenômenos sociais..
Discutir os conceitos fundamentais da teoria sociológicos necessários a compreensão e análise explicativa da realidade social nos clássicos da sociologia: Durkheim, Max Weber e K. Marx.
Debater os principais processos envolvidos na formação e dinâmica da sociedade, com ênfase na natureza da reprodução e transformação da sociedade de classes.
V- CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
UNIDADE I
A SOCIOLOGIA COMO CAMPO DE CONHECIMENTO
Contexto histórico do surgimento da Sociologia
Conceito, objeto e relevância da disciplina
A Sociologia como ciência;
A questão da objetividade nas Ciências Sociais;
Os métodos de investigação em Sociologia.
Características gerais da sociedade moderna e as conseqüências da modernidade
O liberalismo político e econômico
Homem, conhecimento e sociedade
UNIDADE II
CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS: COMUNIDADE, CIDADANIA E MINORIAS
Solidariedade e interação social;
Os conflitos e suas interpretações;
As representações sociais;
Agrupamentos sociais;
Os valores coletivos e individuais.
Comunidade
TIPOS DE SOCIEDADE
Comunitária
Societária
A cultura do individualismo
A tendência Singles
CIDADANIA
Os direitos humanos e a cidadania
Aspectos jurídicos, sociológicos e éticos de cidadania
MINORIAS
Grupos sociais minoritários
Exclusão social
Minorias majoritárias
Democracia representativa da maioria e a democracia participativa das minorias
UNIDADE III
O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO CLÁSSICO
Diferentes correntes teóricas (Marx, Weber e Durkheim);
August Comte e o Positivismo
Pressupostos do Positivismo
Teoria dos três estados
O conceito de ordem e progresso
O papel da ciência no desenvolvimento da sociedade
Classes, casta; fração de classe, estamento e segmento de classe;
As sociedades modernas: natureza, reprodução e transformação.
Emile Durkheim
O conceito de fato social
Coesão, solidariedade e os dois tipos de consciência
A educação funcionalista
Max Weber
A concepção de história
Conceitos fundamentais da sociologia weberiana: Ação social, tipo ideal, relação social
Organização burocrática
Carisma e desencantamento do mundo
A ética protestante e o espírito do capitalismo
Karl Marx
A gênese de seu pensamento
Materialismo histórico e dialético
Forças produtivas e relações de produção
Mais-valia
Conceito de revolução social
Estrutura de classes
Mundialização e a atualidade do Manifesto Comunista
UNIDADE IV
CULTURA E SOCIEDADE
O conceito de cultura
Valores e normas
Diversidade cultural
Etnocentrismo
Socialização
Papéis sociais
Identidade
Tipos de sociedade
O mundo em extinção: as sociedades pré-modernas e o seu destino
O mundo moderno: as sociedades industriais
Desenvolvimento global
Mudança social
Influência na mudança social
Mudança no período moderno
UNIDADE V
SOCIOLOGIA DO TRABALHO
O trabalho nas diferentes sociedades
O trabalho na sociedade moderna capitalista
A questão do trabalho no Brasil
A crise do trabalho e a reestrutura produtiva
UNIDADE VI
PENSAMENTO SOCIOLÓGICO NA ATUALIDADE
As transformações no Ocidente e as novas formas de pensar a sociedade
O surgimento de uma ciência da sociedade
Desenvolvimento da sociologia
A sociologia no Brasil
Desafios da Sociologia hoje
A crise de paradigmas e o novo perfil do trabalhador no século XXI
V– PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS
I O conteúdo será desenvolvido considerando os objetivos definidos de acordo com as seguintes estratégias de ensino:
Aula expositiva e debate coletivo;
Estudo e discussão de texto;
Trabalhos individuais e em grupo;
Leituras recomendadas
Filmes/documentários sugeridos
Seminários.
VI- AVALIAÇÃO:
I A avaliação será de caráter cumulativo-somatório considerando todas as atividades realizadas pelo discente, entre as quais:
a) Prova escrita;
b) Participação nas atividades em grupo;
c) Participação nos debates;
d) Capacidade de análise crítica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
A construção social da realidade. de, Peter Berger Petrópolis: Vozes, 1974.
Introdução ao pensamento sociológico. de Ana Maria Castro, e Dias, Edmundo Fernandes. São Paulo: centauro 2001.
Sociologia: Uma Introdução Crítica. de, Pedro Demo. São Paulo: Atlas, 1983.
Sociologia para o ensino médio. de, Nelson Dácio Tomazi 2 ed.-São Paulo:Saraiva.2010
O que é sociologia,de Carlos B.Martins. São Paulo: Brasiliense, 2001
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Homem e sociedade. Leituras Básicas de Sociologia geral. De Fernando Henrique Cardoso e, Octavio Ianni . São Paulo: Ed. Nacional, 1972.
O que é Ideologia, de Marilena Chauí São Paulo: Brasiliense. Coleção Primeiros Passos, 1980
Introdução à Sociologia. de Alfredo Guilherme Galliano.São Paulo: Harpes e Rew do Brasil.
Sociologia Crítica. Alternativa de mudança. de Pedrinho Cuareschi. Porto Alegre. Ed. Mundo Jovem, 1986.
O que é Sociologia, de Alex Inkeles. São Paulo: Livraria Plural, 1975.
Sociologia Básica. Neto. A.L Machado, e outros São Paulo: Saraiva, 1975
O que é Sociologia, Carlos B Martins São Paulo: Brasiliense, Coleção Primeiros Passos, 1982.
Princípios de Sociologia, Henri Mendras São Paulo. Uma iniciação à análise sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
BIBLIOGRAFIA RECOM ENDADA:
Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios, de Charles Wright Mills.Rio de Janeiro:Zahar,2009.
O mito do herói nacional. de Paulo Miceli São Paulo: Contexto,1997
Indústria e trabalho no Brasil: limites e desafios, de William Jorge Getab e Waldemar Rossi. São Paulo: Atual, 2007
O que é trabalho, de Suzana Albornoz. São Paulo: Brasiliense, 1997
Atlas da exclusão social no Brasil, vol ,3: Os ricos no Brasil.de Márcio Pochmann e outros (org.) São Paulo: Cortez,2004
Políticas: quem manda, como manda, de João Ubaldo Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1998
O que é cidadania. de Maria de Lourdes M. Covre. São Paulo: Brasiliense,1996.
sábado, 5 de maio de 2012
O Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM) é um Mestrado profissional, aprovado e autorizado pela CAPES, que consolida a experiência de duas décadas de atividades de pesquisa e de formação desenvolvidas, pelo Núcleo de Meio Ambiente (NUMA), da Universidade Federal do Pará.
O PPGEDAM propõe o desenvolvimento de uma estrutura de formação que atenda às demandas da sociedade regional, no que diz respeito à qualificação para a gestão pública ambiental e para o aproveitamento dos recursos naturais na perspectiva do desenvolvimento sustentável, notadamente no que concerne à sua aplicabilidade ao desenvolvimento da esfera local. Este mestrado profissional possui caráter interdisciplinar e objetiva qualificar profissionais para:
(a) atuar na gestão pública ambiental;(b) elaborar e desenvolver projetos de uso e aproveitamento sustentável dos recursos naturais;(c) identificar oportunidades econômicas e sociais de desenvolvimento que privilegiem o uso sustentável da biodiversidade amazônica.
Diferentemente do mestrado acadêmico, o mestrado profissional privilegia uma formação para a gestão e a aplicação de conhecimentos adquiridos, contribuindo para uma melhor tomada de decisão na prática profissional. A ênfase é, portanto, atribuída à prática, capacitando o profissional, externo à academia, para localizar, reconhecer, identificar e, sobretudo, incorporar as pesquisas desenvolvidas no meio acadêmico no exercício da profissão.
Assim, a formação proposta pelo Mestrado Profissional do NUMA, acompanha as transformações verificadas nas duas últimas décadas nas relações entre sociedade e meio ambiente. Transformações que requisitam uma nova gestão dos recursos naturais e uma nova perspectiva de desenvolvimento, buscando ultrapassar, portanto, o maniqueísmo das visões conservacionista e desenvolvimentista, bem como a tradicional concepção de gestão dos recursos naturais pautada em medidas coercitivas e inibidoras do potencial de desenvolvimento local.
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