sábado, 4 de maio de 2013

ervas medicinais do ver o peso







Poder medicinal, saber ancestral

ERVAS
Boldo, pariri, copaíba, andiroba. Quem não é do Pará pode até estranhar os nomes, mas a tradição popular do nosso estado tem muito a dizer sobre as propriedades medicinais de chás e óleos originários das nossas plantas nativas. Seja o chá de boldo para combater problemas no fígado ou no sistema urinário, ou o óleo de andiroba para tratar de traumatismos, esses conhecimentos repassados por gerações são tão arraigados à cultura dos paraenses que é difícil não se ouvir falar deles quando há alguém doente.
Não é necessário ir longe para encontrar quem use, acredite ou ensine como usar as ervas medicinais.
Na feira do Ver-o-Peso, as ervas vendidas servem não apenas para banhos que atraem sorte ou amor. Também é possível encontrar o pariri, que é usado tradicionalmente para inflamações ou anemia, ou o hortelãzinho, usado em caso de problemas respiratórios, entre várias outras ervas e usos. “É um conhecimento que eu aprendi com a minha mãe, Dona Cheirosa, e que ela aprendeu com a mãe dela, que era conhecida como Mãe Velha, e que vem sendo passado há muitos anos em nossa família”, diz a erveira Beth Cheirosinha, que há 45 anos trabalha com ervas no Ver-o-Peso.
Mas não é só no conhecimento popular que as ervas medicinais encontram lugar. Nas últimas décadas, estudos realizados por universidades e outras instituições de pesquisa têm levado para dentro dos laboratórios o conhecimento popular e trabalhado a partir dele para identificar as potencialidades das nossas plantas para aproveitamento medicinal, sobretudo para a produção de medicamentos fitoterápicos.
“O conhecimento popular pode ajudar a identificar que uso pode ser feito de uma planta. Por exemplo, se um pesquisador procura uma substância que possa ser usada para asma, ele não ia poder procurar entre todas as espécies do planeta até encontrar uma que tivesse a ação que ele procura. Se o conhecimento popular já diz que uma ou outra espécie é usada pra asma, o pesquisador pode ir diretamente fazer os testes com essas espécies no laboratório”, explica o pesquisador da Embrapa, Osmar Lameira, que há 20 anos pesquisa as plantas medicinais da Amazônia.
Por isso, pode-se dizer que a disponibilidade de espécies de uso medicinal, juntamente com o conhecimento tradicional, é um possível ponto de partida para pesquisas realizadas na área de farmácia e na medicina. A importância dessas pesquisas está expressa, por exemplo, na construção do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, lançado pelo Ministério da Saúde em 2007 e que visa, nos próximos anos, implantar o uso desses conhecimentos no sistema público de saúde.
Produção de Fitoterápicos é uma forma de gerar renda. A indústria farmacêutica é uma das que necessitam de maior investimento e o Brasil não tem tradição nessa área. No entanto, a produção de medicamentos fitoterápicos, a partir das nossas plantas medicinais, pode ser uma atividade que promova desenvolvimento econômico e social.
“Nós devemos nos preocupar, e temos condições de fazer fitoterápicos de qualidade, porque a matéria-prima acontece aqui e a técnica nós já dominamos”, diz o professor e pesquisador de fitoterapia da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Wagner Barbosa. O pesquisador lembra: os fitoterápicos podem gerar renda para comunidades que cultivam as plantas de interesse medicinal, e também “são uma oportunidade de melhorar a qualidade da política de saúde pública no país”.
MEDICINAIS
O Ministério da Saúde lançou em 2009 a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS, um documento que reúne o nome de 71 espécies de plantas medicinais, sobre as quais já existem estudos que apontam sua potencialidade. Algumas dessas espécies são largamente utilizadas em nossa cultura:
BABOSA
O nome compreende duas espécies diferentes, a Aloe vera e a Aloe barbadensis, a primeira já bastante utilizada pela indústria cosmética. Estudos apontam sua aplicação, sobretudo, para cuidados dermatológicos e cicatrizantes.
ANADOR
Uma erva utilizada comumente em cortes, afecções nervosas, catarro bronquial. De fácil cultivo e propagação em clima tropical.
PARIRI
Sua ação anti-inflamatória é o que vem sendo mais estudado atualmente.
PIRARUCU
Também conhecida como folha da fortuna. Usada no tratamento de furúnculos e também na produção de xarope para tosse.
(Diário do Pará)

Suco verde para melhorar o funcionamento do intestino


Ingredientes:

  • 2 folhas de couve lisa
  • 2 folhas de couve-de-bruxelas
  • 1 rama de couve-flor
  • 1 rama de brócolis
  • 4 cenouras
  • 1 maçã pequena (pode ser feito com outras frutas)
  • 1 copo de suco de laranja
Modo de fazer:

  • Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.

  • Suco verde para acelerar o metabolismo
     



Ingredientes:
  • 2 xícaras (chá) de espinafre
  • 2 copos de pepinos cortados
  • 1 cabeça de aipo
  • 1 colher (chá) de gengibre
  • 1 porção de salsa
  • 2 maçãs cortadas
  • 1 copo de suco de limão
Modo de fazer:

  • Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.
Calorias: 25 kcal por copo.


Ingredientes:
  • 2 xícaras (chá) de espinafre
  • 2 copos de pepinos cortados
  • 1 cabeça de aipo
  • 1 colher (chá) de gengibre
  • 1 porção de salsa
  • 2 maçãs cortadas
  • 1 copo de suco de limão
Modo de fazer:

  • Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.
Calorias: 25 kcal por copo.




Ingredientes:
  • 2 xícaras (chá) de espinafre
  • 2 copos de pepinos cortados
  • 1 cabeça de aipo
  • 1 colher (chá) de gengibre
  • 1 porção de salsa
  • 2 maçãs cortadas
  • 1 copo de suco de limão
Modo de fazer:

  • Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.
Calorias: 25 kcal por copo
Suco verde para desintoxicar o organismo







Ingredientes:
  • 2 fatias grossas de melancia
  • 1 maço pequeno de salsinha
  • 2 maçãs
  • 2 talos de salsão com as folhas
  • 3 talos de erva-doce (ou funcho)
  • 1 cenoura
  • 2 laranjas
  • 2 folhas de couve
  • 1 pepino inteiro
  • 1 pera
  • 1 punhado de brotos de alfafa
Modo de fazer:

  • Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.
Calorias: 60 kcal por copo.