sábado, 31 de março de 2012

Você sabe como anda a Educação no seu município?

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Atenção alunos da rede pública: as inscrições para Olimpíada Brasileira de Matemática já estão abertas!

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Site oferece dados sobre Educação e indicadores sociais dos municípios

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Última semana para inscrições: Desafio pela Educação e cidadania

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Prorrogadas, até esta terça-feira, 27, as inscrições para o Programa Jovens Talentos - UFPA

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IFCH recebe Lúcio Flávio Pinto em palestra sobre Direitos Humanos - UFPA

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Parfor oferece mais de 14 mil vagas para formação de professores - UFPA

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Projeto de extensão leva cinema, ensino e cultura para alunos de escolas públicas de Belém - UFPA

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UFPA discute a educação para a vida e para a morte - UFPA

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sábado, 24 de março de 2012

A EDUCAÇÃO EM SEU CONTEXTO HISTÓRICO: DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA FRENTE AO TERCEIRO MILÊNIO

Início da educação brasileira: da colonização á reforma pombalina
    Abordando vários momentos históricos educacionais e pensamentos pedagógicos, segue-se a educação na época do absolutismo que nos traz o começo do sistema escolar brasileiro, seus ideários e suas influências na nossa prática educacional.
   Nesse período a educação brasileira recebe influência européia quando no ano de 1530 tem início a colonização nas terras brasileiras. No princípio a educação não apresenta uma meta prioritária, já que não precisava formar agricultores para desempenharem suas tarefas.As metrópoles européias enviavam religiosos a fim de converter os índios e impedir que os colonos se desviassem da fé católica. Era por meio da educação que os dominantes (poder real) garantiam a unidade política. Sobre os índios Santos ( 1957,p.490) define: A medida que catequizavam e ensinavam, os jesuítas iam expandindo a civilização. Seus colégios eram centros de irradiação social, econômica e espiritual. Sob sua influência, os índios se reuniam em aldeias, perdiam os hábitos primitivos e ferozes, aprendiam as técnicas da agricultura, construíam casas, constituíam famílias, viviam dentro dos princípios da moral cristã.
   Durante 210 anos, os jesuítas promoveram a educação cristã no Brasil, apoiados oficialmente pela coroa portuguesa. O ensino era manipulado pelos padres. Mesmo desempenhando um trabalho missionário e pedagógico a todos da colônia, índios e colonos, a tendência do ensino jesuíta era de separar os filhos dos índios; na intenção de pacificá-los afim de se tornarem mais dóceis e menos rudes para o trabalho escravo, dos filhos dos colonos, cuja a educação diferenciada se estendia além da escola elementar de ler e escrever caracterizados respectivamente como catequizador e instruídos.
   Conforme, Aranha (1996) os jesuítas organizaram, no século XVI, uma educação estruturada em três cursos: letras humanas (grau médio), estabelecido para formar o humanista com o ensino voltado ao latim e a gramática para os meninos brancos e mamelucos, filosofia e ciências ou artes (grau superior), oferecido para formar o filósofo e por fim teologia e ciências sagradas (também grau superior), ensino direcionado para a formação de padres e mestres, os teólogos. O jovem poderia optar em seguir carreiras profanas, profissões liberais, desligadas da religião cristã poderiam cursar direito, filosofia ou medicina.
  Aqueles que pertenciam às famílias ricas e tinham intenção de seguirem as carreiras profanas, deveriam encaminhar-se para estudar fora do país, nas universidades européias, caso contrário estudaria teologia no Brasil. Enquanto isso a população mais carente desprovidas de dinheiro para pagar uma universidade fora do país, ficava restrita ao ensino religioso e ao conteúdo elementar da leitura e da escrita. Pode-se caracterizar a educação nesse período como meio importante de subordinação e de domínio político.
    O sistema educacional brasileiro no século XVII, não apresenta nenhuma diferença em relação á do século anterior. De maneira geral as escolas continuavam ministrando um ensino conservador e cristão, distantes à revolução intelectual. As mulheres são excluídas do ensino, da mesma forma que os negros. Apenas os mulatos, um pouco mais tarde começavam a reivindicar espaços na educação (Aranha, 1996).
    Ao oferecer universidades a Europa, que nesse período, já se encontrava em fase pré-capitalista, contribui de certa forma, para alargar os horizontes brasileiros no sentido de conhecerem outra cultura e se aderirem a ela, bem como, remodelar o ensino que insistia emficar nas mãos dos jesuítas. Aos poucos a sociedade brasileira vai percebendo uma cultura diferente e se adaptando à fase pré- capitalista, instaurando um clima de satisfação religiosa. A partir desse momento os estudantes retornam animados com as ideias iluministas ao desejo de ver a colônia independente. Não resta dúvida que por muito tempo, apesar das ideias européia trazidas pelos estudantes que cursavam universidades fora do país, o cristianismo, a mão de obra escrava e a educação jesuíta promoveram a uniformalização do pensamento brasileiro influenciando assim, nossa cultura conservadora.
    O século XVIII é marcado por várias transformações ocorridas na Europa, uma delas é a Revolução francesa (1789), esta significou um movimento contra os privilégios da nobreza e a propagação de princípios como igualdade de direitos e fraternidade. Luzuriaga (2001), define o mesmo como século pedagógico por excelência tendo como figuras importantes para a pedagogia e a educação Rousseau e Pestalozzi. Destaca-se também a educação pública estatal eo inicio da educação nacional. Para Aranha (1996) o iluminismo é um período rico em reflexões pedagógicas focado na tentativa de tornar a escola leiga e comum a todos os cidadãos, uma educação a qual não prevaleça a diferença de ensino, Isto é,uma escola para o povo e outra para a burguesia.
   No ano de 1759 os jesuítas são expulsos, seus bens são apreendidos e seus livros e manuscritos destruídos. O ensino regular não é substituído por outra organização escolar de imediato e Marquês de Pombal  só inicia a reconstrução do ensino uma década mais tarde, provocando o retrocesso de todo nosso sistema educacional brasileiro (Aranha,1996).
   A expulsão dos jesuítas momentaneamente nos trouxe a falsa ilusão, no contexto da história da educação, que a partir da ruptura cristã de catequização se faria uma educação brasileira diferente, mas, o sistema ficou a deriva sem nenhum apoio organizacional de ensino que substituísse o trabalho dos padres. Algumas medidas de implantação para tentar reconstruir o ensino brasileiro forma realizadas, porém apenas uma década mais tarde, precisamente em 1772, foi estabelecido o ensino público oficial.

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